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OFICINA TINGIMENTO VEGETAL

 

"O Conservatório ETNO Botânica proporciona aos alunos uma imersão total ao universo das cores de origem natural,

experiência que une vivência e prática para a produção das cores vegetais de maneira lúdica.

Ministrada por Eber Lopes Ferreira - Socio-fundador da ETNO Botânica - Autor do Livro “Corantes Naturais da Flora Brasileira”.

A Oficina de quatro dias propõe aos alunos uma imersão nas cores de origem natural.

 

Local : Conservatório Etno Botânica – Itamonte/MG – (Sul de Minas Gerais)

Caléndário 2018 - Matrículas e Reservas Abertas 

 

SETEMBRO: 06,07,08 e 09                               OUTUBRO: 11,12,13 e 14

 

Incluso: Translados Itamonte/Conservatório. Apostila, Certificado, Receituário, 03 Mostruários

- 16 amostras cores em Tecido de Algodão Orgânico,  em Tecido de Seda e 16 amostras cores Fios de Lã Merino.

Refeições Vegetarianas (Café da Manhã, Almoço, Café da Tarde e Jantar).

Hospedagem de 03 dias/03 noites

 

MATRÍCULAS ABERTAS

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CONSERVATÓRIO - ETNO BOTÂNICA

Com o objetivo de resgatar, conscientizar e promover o uso das cores naturais de origem vegetal e mineral, assim como fortalecer a conservação da flora dos diferentes biomas brasileiros como o Cerrado e a Mata Atlântica, por meio da pesquisa, educação ambiental, inclusão econômica e social de grupos de pequenos agricultores locais, nasceu em 2016 o Conservatório ETNO Botânica - CEB. 

 

Com sede no Núcleo Rural de Berta em Itamonte, Sul de Minas Gerais, região sudeste do Brasil, a instituição é resultado de mais de 30 anos de trabalho e pesquisa - idealizada pelo ambientalista e especialista em corantes naturais e suas aplicações, Eber Lopes Ferreira, tem como missão a valorização dos saberes e técnicas tradicionais como fator de desenvolvimento local sustentável.

 

Esse centro de salvaguarda e pesquisa, único no Brasil, visa reunir em um só lugar:

 

  • Um jardim de plantas tintoriais;
  • Um viveiro de mudas;
  • Um laboratório de corantes e extratos vegetais; 
  • Um laboratório de pigmentos minerais;
  • Um laboratório de pigmentos vegetais;
  • Uma tecido-teca (tecidos em diversas construções em fibras naturais);
  • Um centro de documentação do conhecimento e de saberes tradicionais;
  • Um centro de capacitação e realização de atividades vivenciais; 
  • Um banco de sementes de plantas úteis e tintoriais.

 

 

 

Contexto - ambiental e local

 

Ao observarmos as escrituras rupestres, presentes em quase todo território sul-americano, e a pintura corporal - registros da cultura material de diversas etnias brasileiras, é sabido que o conhecimento sobre o uso dos pigmentos minerais e vegetais faziam parte do cotidiano destes povos tradicionais durante o período pré-colombiano. Nossos antepassados dominavam estas técnicas para conferir cor às suas indumentárias, identidade social, ornamentos e moradias. 

 

A América Latina, em toda sua riqueza natural e biodiversidade, possui uma grande variedade de espécies de plantas tintoriais, existentes em nossos diversos biomas e ecossistemas, que são invisíveis aos olhos. Essa flora contém um tesouro inestimável em ativos, entre eles os corantes naturais, e nesse contexto o Brasil é o maior detentor de espécies de todo o planeta. Essa biodiversidade é, portanto, o cofre de um patrimônio bioquímico riquíssimo e inexplorado. 

 

Como exemplo, O Cerrado brasileiro é considerado o segundo maior bioma da América do Sul, abriga a savana mais rica do mundo, sua flora possui mais de 11.600 espécies nativas catalogadas. Nesta região, do entorno ao Conservatório ETNO Botânica - CEB, a tradição cultural do uso de corantes vegetais para tingir fios de lã e algodão, utilizados nos teares manuais, vem de longa data nestas comunidades rurais de Minas Gerais e Goiás. 

 

Portanto, além dos aspectos ambientais, o resgate destes saberes tem grande importância social e cultural, uma vez que muitas populações tradicionais presentes nesta região, trazem em sua cultura material, parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, além de que detêm um conhecimento intangível sobre o uso correto de nossa biodiversidade.

 

 

 

Elementos determinantes 

 

Desde a era pré-histórica, a humanidade se serviu dos pigmentos de origem vegetal, animal e mineral para realizar pinturas rupestres e corporais, como registro material de sua relação com a natureza e do universo simbólico destas diversas etnias.

Após o período Renascentista até a Revolução Industrial muitas destas matérias-primas eram utilizados no tingimentos de tecidos e para conferir cor aos mais diversos materiais e superfícies, atingindo seu apogeu em meados do século XIX.

 

Com o advento da Química Orgânica, a partir de 1856, dá-se inicio uma revolução química sem precedentes na história, e com ela a disseminação das cores sintéticas, que passou a dominar o mercado mundial, uma vez que estas “anilinas - cores químicas” eram mais baratas, com cores vibrantes, de rápida obtenção e de fácil aplicação da cor nos tecidos.

Frente a essa perda de originalidade e descaracterização de nossa história material, resultado dos fenômenos de colonização e mais recentemente da globalização, o Conservatório CEB - visa resgatar este conhecimento e difundir estas cores de origem viva.

 

Hoje, é notório que está em curso em diversos países do mundo, o renascimento das cores naturais, e a implementação destas práticas constituem uma alternativa real para as questões ambientais mais urgentes, por serem as cores parte importante de uma abordagem integrada do chamado desenvolvimento sustentável, oferecendo soluções de ordem social, econômica e ambiental para melhorar a qualidade de vida de todos nós, devolver nossa autoestima ao resgatar o conhecimento de nossa cultura material e promover o conhecimento e a conservação da natureza que nos cerca.

 

 

 

A Origem do Conservatório ETNO Botânica

 

Pesquisador de longa data e especialista em corantes, pigmentos naturais e suas aplicações, o  designer têxtil com especialização em Química Têxtil, Eber Lopes Ferreira, atua a muitos anos como consultor sênior na concepção e execução de projetos sociais ligados ao desenvolvimento local sustentável. Visando a geração de renda na zona rural do país; realiza estudos, pesquisa e desenvolve estratégias para inserção de produtos agroflorestais e artesanais no mercado; vem realizando projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos ligados a etnobotânica no Brasil e no exterior, em particular junto as fibras têxteis e corantes naturais. Ministrou ao longo de sua carreira diversas oficinas de Tingimento Natural, Fiação, Tecelagem e Cestaria, organizadas por meio de instituição não governamentais e o SEBRAE em diversos estados do Brasil.

 

A partir de 2008, passou também a ministrar oficinas e workshops sobre “tingimento com plantas” no Atelier ETNO Botânica em São Paulo. Atualmente é o coordenador responsável e sócio-diretor da empresa ETNO Botânica Serviços, Pesquisas e Comercio de Produtos Naturais Sustentáveis Ltda. com Reconhecimento de “Notório Saber em Corantes Naturais” pela Associação Brasileira das Indústrias Têxteis (ABIT). 

 

 

 

Objetivos

 

O Conservatório ETNO Botânica visa: - resgatar nosso patrimônio imaterial e a valorização cultural do uso tradicional das nossas cores de origem vegetal e mineral. 

Como Também reunir um Banco de sementes e implantar viveiros de mudas. E assim fomentar o cultivo de plantas tintoriais (com aplicação corante), a partir da produção de mudas de espécies nativas da biodiversidade da flora brasileira, ou de espécies exóticas que tenham importância no desenvolvimento econômico, social e cultural do país.

 

Difundir o cultivo destas plantas junto `as comunidades rurais situadas no entorno de sua sede. Promover a geração de renda junto a Associações e Cooperativas de Pequenos Agricultores Familiares.

 

Implantar um Centro de Pesquisa com laboratórios para a produção de extratos vegetais corantes e Pigmentos Vegetais;

 

Construir um Centro de Documentação e um Laboratório para a obtenção e purificação de Pigmentos Minerais. 

Promover o resgate do conhecimento dos nossos pigmentos minerais, por meio da documentação e do mapeamento de nossas jazidas de óxidos minerais e das argilas coloridas abundantes em todo o território nacional. E demonstrar os processos e técnicas de obtenção destes pigmentos minerais, utilizados para as mais diversas aplicações, como exemplos: uso em cosmética, na indústria do papel e no fabrico de tintas especiais em base as técnicas de sua obtenção por processos tradicionais.  

 

Tecidoteca. Visa também reunir amostras de tecidos em fibras naturais e reunir um acerto de tecidos que documentam nossa história têxtil material; 

 

Centro de Capacitação. Como parte integrante e geradora de recursos, a implantação de um centro de capacitação e realização de atividades vivenciais ligadas ao escopo e foco de suas atividades; 

Promover cursos, oficinas e workshops que terão como objetivo difundir estes conhecimentos e angariar fundos para a manutenção, conservação e crescimento das atividades do Conservatório ETNO Botânica. 

 

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